5 Tipos de transtorno de ansiedade

É estatístico: o transtorno de ansiedade já é um mal comum na população atual. Segundo pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado no início de 2016, cerca de 33% da população mundial sofre de ansiedade. O Brasil tem aparecido sempre entre os primeiros das listas. Já na capital São Paulo e em sua região metropolitana, o estudo mostra que a ansiedade afeta 19,9% das 5.037 pessoas pesquisadas.
A ansiedade é uma reação normal ao estresse e pode ser benéfica em algumas situações. Ela nos alerta dos perigos e nos prepara emocionalmente para uma reação similar ao que ocorre com os animais na natureza: de luta ou fuga.
Já os transtornos de ansiedade se diferem dos sentimentos normais de ansiedade, pois envolvem medo excessivo, antecipação de uma preocupação futura, tensão muscular e pode estar presente comportamentos de evitação – em situações no trabalho, na escolar ou em relacionamentos. Esses transtornos afetam a capacidade de lidar com as atividades do dia a dia e persistem por 6 meses ou mais.
As causas dos transtornos de ansiedade são desconhecidas, mas, provavelmente, envolve uma combinação de fatores, incluindo fatores genéticos, ambientais, psicológicos e de desenvolvimento.

Existem vários tipos de transtornos de ansiedade. Listo-os a seguir.

1. Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) 

O transtorno de ansiedade generalizada envolve preocupação persistente e excessiva, que interfere com as atividades diárias. Essa preocupação contínua e de tensão pode ser acompanhada por sintomas físicos, tais como agitação, cansaço, dificuldade de concentração, tensão muscular ou problemas para dormir.      Muitas vezes, as preocupações se concentram em aspectos cotidiano, como as responsabilidades do trabalho, saúde da família, ou em questões menores, tais como reparos do carro, compromissos ou tarefas diárias.

2. Síndrome do pânico

O sintoma principal de Síndrome do pânico é crises de pânico recorrentes: uma combinação inseparável de sofrimento físico e psicológico. Durante uma crise, vários desses sintomas ocorrem em combinação:

  • Palpitações, coração batendo em ritmo acelerado
  • Sudorese (suor excessivo)
  • Tremor nas mãos
  • Sensação de falta de ar ou asfixia
  • Dor no peito
  • Tontura ou sensação de desmaio
  • Dormência ou formigamento em membros do corpo
  • Calafrios ou ondas de calor
  • Dores abdominais ou náuseas
  • Medo de perder o controle
  • Medo de morrer

 Como os sintomas são graves, muitas pessoas que experimentam uma crise de pânico podem acreditar que estão tendo um infarto cardíaco ou outras doenças com risco de vida. Por esse motivo, procuram um pronto-socorro, relutando em aceitar ajuda psiquiátrica por preconceito, desconhecimento ou falta de orientação correta, levando a diversas passagens pelo PS até que procure ajuda.

 3. Fobias específicas 

A fobia específica é o medo excessivo e persistente de um objeto específico, situação ou atividade que geralmente não é prejudicial. Pacientes sabem que o seu medo é excessivo, mas eles não podem superá-lo. Tais receios causam tenta aflição que algumas pessoas vão a extremos para evitar o que eles temem. Exemplos de fobias: aerofobia (medo de voar) ou aracnofobia (medo de aranhas).

4. Agorafobia 

Agorafobia é o medo de estar em situações em que a fuga pode ser difícil ou embaraçosa, ou a ajuda pode não estar disponível. O medo é fora de proporção com a situação real e geralmente dura 6 meses ou mais.
Uma pessoa com agorafobia experimenta esse medo em duas ou mais das seguintes situações:

  • Ao usar o transporte público
  • Estar em espaços abertos
  • Permanecer em locais fechados
  • Aguardar na fila ou estar em uma multidão
  • Estar fora de casa sozinho

 O  indivíduo evita ativamente a situação, exige um companheiro ou permanece com intenso medo ou ansiedade. A agorafobia não tratada pode se tornar tão grave que uma pessoa pode ser incapaz de sair de casa.

5. Transtorno de Ansiedade Social (antes chamado de Fobia Social) 

Uma pessoa com transtorno de ansiedade social tem significativa ansiedade e desconforto em ser constrangido, humilhado, rejeitado ou desprezado em interações sociais. As pessoas com esse transtorno tenta evitar a situação ou a suporta com grande ansiedade. Exemplos comuns são medo extremo de falar em público, conhecer novas pessoas, comer ou beber em público, etc.

 6. Transtorno de Ansiedade de Separação 

Uma pessoa com transtorno de ansiedade de separação tem excessivo medo ou ansiedade sobre a separação daqueles com quem ele ou ela está ligado. O sentimento está além do que é apropriado para a idade da pessoa, persiste por pelo menos 4 semanas em crianças e 6 meses em adultos, e causa problemas no cotidiano.
Uma pessoa com transtorno de ansiedade de separação pode ser constantemente preocupada em perder a pessoa mais próxima, pode ficar relutante ou se recusar a ir para fora ou dormir fora de casa sem essa pessoa, ou podem sentir pesadelos sobre separação. Os sintomas físicos de sofrimento muitas vezes se desenvolvem na infância, mas os sintomas podem durar até a idade adulta.

Caso você tenha se identificado com algum desses transtornos de ansiedade, consulte-se com um médico clínico geral para se certificar de que não há problemas clínicos causando os sintomas. Caso seja um tipo de ansiedade, um psiquiatra poderá, junto com você e uma equipe multidisciplinar, propor a melhor forma de tratamento.

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