Diálogo: O psiquiatra que escuta o paciente

Além de ter que possuir excelente formação técnica e conhecimento para diagnosticar e tratar as doenças, o médico-psiquiatra também deve prestar um atendimento humanizado, no qual o paciente não seja rotulado pela doença, mas visto como alguém que sofre e precisa de conforto e atenção.
Uma boa relação entre médico e paciente deve ser calcada em empatia e confiança. Ambos devem se expressar de forma clara e honesta, possibilitando uma participação do paciente no planejamento diagnóstico e terapêutico, sempre que possível. Na base da aliança terapêutica está a consciência dos limites da medicina, havendo sinceridade diante da ineficácia de um tratamento. Algumas vezes não há cura, entretanto, é essencial fazer o máximo para oferecer alívio e conforto, isto é fundamental. A medicina é uma atividade solidária, portanto, quem se propõe a ser médico deve ter compaixão e aceitar o outro como ele é, sem restrições.
Exercer a psiquiatria requer atenção, empatia e paixão, acima de tudo. É importante lembrar que a primeira consulta deve ser apenas a apresentação do paciente ao psiquiatra. Para conseguir um diagnóstico preciso, é necessário explorar ao máximo o histórico do paciente, levando em consideração sua individualidades e singularidades.
Apesar da grande importância dos exames clínicos e exames psíquicos, não há como construir um vínculo terapêutico sólido sem sem ver o paciente, trocar sensações ou sentimentos com o mesmo.
A falta de comunicação e de confiança inviabilizam qualquer possibilidade de tratamento. Aos pacientes que se queixam sobre o descaso de alguns profissionais, não desanimem. Procurem outros médicos com quem se identifique. Diálogo e acolhimento constituem o alicerce que dá início ao processo de diagnóstico e tratamento. Para um bom andamento, deve haver discernimento  intelectual a fim de avaliar precisamente as questões que transcendem as técnicas.

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Psiquiatra: Quando devo procurar um?

É frequente ver pessoas procurando médicos quando sentem alguma dor física ou estranheza em seu corpo, elas se medicam e tratam o problema. Mas e quando a dor vem da mente? Não é tão comum ver pessoas que sofrem com oscilações constante das emoções, raiva e longos períodos de tristeza procurando um psicólogo ou um psiquiatra.
Apenas uma pequena parte da população procura ajuda profissional para lidar com questões de saúde mental. O que a maioria não sabe é que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma entre quatro pessoas é afetada por problemas de origem neurológica ou mental no decorrer de sua vida.
Transtornos mentais são causados por múltiplos fatores, entre eles um desequilíbrio nos neurotransmissores, que funcionam como reguladores de humor, controladores do sono, do estresse e demais áreas importantes para a saúde do corpo e da mente. Portanto, procurar um psiquiatra ou um psicólogo deve ser tão natural quanto procurar médicos das demais áreas.
Abaixo, listamos 5 sinais que merecem atenção e pelo menos um check-up com seu médico. Confira:
1. Oscilação de humor: De acordo com a OMS, transtornos de humor são a segunda doença mais prevalece entre todos os transtornos mentais. É importante observar quando a mudança de humor deixa de ser natural e passa a ser desproporcional. Fique atento ao seu nível de irritabilidade ou de frustração. Neste transtorno, é comum ficar carregado de emoções e ter dificuldade para sair desse estado. É essencial observar quando as alterações de humor deixam de ser naturais e causadas pelo ambiente e tomam enormes dimensões, causando sofrimento e prejuízos social.
2. Dor inexplicável: Sentir dor é a maneira que o corpo encontrou para enviar sinais físicos na tentativa de avisar que há um problema de saúde mental se aproximando. Esse alerta virá na forma de sintomas físicos ou somáticos muitas vezes inexplicáveis, como dores no corpo, problemas gastrointestinais, náuseas ou hematomas que surgiram sem motivo aparente.
3. Seu mundo parece desmoronar: Conhecido como “efeito de cascata múltiplo”, este sintoma ocorre quando os relacionamentos com pessoas importantes, como amigos e família, por exemplo, ficam confusos e você tende a se afastar e criar certa aversão às pessoas. Quando as relações interpessoais deixam de ser importantes e você passa a perder contato com o mundo funcional, é hora de reavaliar sua saúde mental e procurar ajuda profissional.
4. Problemas para dormir e falta de apetite: Ambos são sintomas muitas vezes ignorados. É natural ter dificuldades para dormir de vez em quando ou ter insônia depois de um dia agitado. No entanto, distúrbios do sono estão associados a diversos transtornos mentais, tais como psicoses, transtornos de humor, transtornos de ansiedade, síndrome do pânico e alcoolismo.
5. Falhas de memória: Muitos dos problemas psiquiátricos e psicológicos podem provocar dificuldades nos processos cognitivos e mentais, incluindo falta de atenção, dificuldades na concentração e esquecimento. O mesmo vale para a procrastinação.

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5 Tipos de transtorno de ansiedade

É estatístico: o transtorno de ansiedade já é um mal comum na população atual. Segundo pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado no início de 2016, cerca de 33% da população mundial sofre de ansiedade. O Brasil tem aparecido sempre entre os primeiros das listas. Já na capital São Paulo e em sua região metropolitana, o estudo mostra que a ansiedade afeta 19,9% das 5.037 pessoas pesquisadas.
A ansiedade é uma reação normal ao estresse e pode ser benéfica em algumas situações. Ela nos alerta dos perigos e nos prepara emocionalmente para uma reação similar ao que ocorre com os animais na natureza: de luta ou fuga.
Já os transtornos de ansiedade se diferem dos sentimentos normais de ansiedade, pois envolvem medo excessivo, antecipação de uma preocupação futura, tensão muscular e pode estar presente comportamentos de evitação – em situações no trabalho, na escolar ou em relacionamentos. Esses transtornos afetam a capacidade de lidar com as atividades do dia a dia e persistem por 6 meses ou mais.
As causas dos transtornos de ansiedade são desconhecidas, mas, provavelmente, envolve uma combinação de fatores, incluindo fatores genéticos, ambientais, psicológicos e de desenvolvimento.

Existem vários tipos de transtornos de ansiedade. Listo-os a seguir.

1. Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) 

O transtorno de ansiedade generalizada envolve preocupação persistente e excessiva, que interfere com as atividades diárias. Essa preocupação contínua e de tensão pode ser acompanhada por sintomas físicos, tais como agitação, cansaço, dificuldade de concentração, tensão muscular ou problemas para dormir.      Muitas vezes, as preocupações se concentram em aspectos cotidiano, como as responsabilidades do trabalho, saúde da família, ou em questões menores, tais como reparos do carro, compromissos ou tarefas diárias.

2. Síndrome do pânico

O sintoma principal de Síndrome do pânico é crises de pânico recorrentes: uma combinação inseparável de sofrimento físico e psicológico. Durante uma crise, vários desses sintomas ocorrem em combinação:

  • Palpitações, coração batendo em ritmo acelerado
  • Sudorese (suor excessivo)
  • Tremor nas mãos
  • Sensação de falta de ar ou asfixia
  • Dor no peito
  • Tontura ou sensação de desmaio
  • Dormência ou formigamento em membros do corpo
  • Calafrios ou ondas de calor
  • Dores abdominais ou náuseas
  • Medo de perder o controle
  • Medo de morrer

 Como os sintomas são graves, muitas pessoas que experimentam uma crise de pânico podem acreditar que estão tendo um infarto cardíaco ou outras doenças com risco de vida. Por esse motivo, procuram um pronto-socorro, relutando em aceitar ajuda psiquiátrica por preconceito, desconhecimento ou falta de orientação correta, levando a diversas passagens pelo PS até que procure ajuda.

 3. Fobias específicas 

A fobia específica é o medo excessivo e persistente de um objeto específico, situação ou atividade que geralmente não é prejudicial. Pacientes sabem que o seu medo é excessivo, mas eles não podem superá-lo. Tais receios causam tenta aflição que algumas pessoas vão a extremos para evitar o que eles temem. Exemplos de fobias: aerofobia (medo de voar) ou aracnofobia (medo de aranhas).

4. Agorafobia 

Agorafobia é o medo de estar em situações em que a fuga pode ser difícil ou embaraçosa, ou a ajuda pode não estar disponível. O medo é fora de proporção com a situação real e geralmente dura 6 meses ou mais.
Uma pessoa com agorafobia experimenta esse medo em duas ou mais das seguintes situações:

  • Ao usar o transporte público
  • Estar em espaços abertos
  • Permanecer em locais fechados
  • Aguardar na fila ou estar em uma multidão
  • Estar fora de casa sozinho

 O  indivíduo evita ativamente a situação, exige um companheiro ou permanece com intenso medo ou ansiedade. A agorafobia não tratada pode se tornar tão grave que uma pessoa pode ser incapaz de sair de casa.

5. Transtorno de Ansiedade Social (antes chamado de Fobia Social) 

Uma pessoa com transtorno de ansiedade social tem significativa ansiedade e desconforto em ser constrangido, humilhado, rejeitado ou desprezado em interações sociais. As pessoas com esse transtorno tenta evitar a situação ou a suporta com grande ansiedade. Exemplos comuns são medo extremo de falar em público, conhecer novas pessoas, comer ou beber em público, etc.

 6. Transtorno de Ansiedade de Separação 

Uma pessoa com transtorno de ansiedade de separação tem excessivo medo ou ansiedade sobre a separação daqueles com quem ele ou ela está ligado. O sentimento está além do que é apropriado para a idade da pessoa, persiste por pelo menos 4 semanas em crianças e 6 meses em adultos, e causa problemas no cotidiano.
Uma pessoa com transtorno de ansiedade de separação pode ser constantemente preocupada em perder a pessoa mais próxima, pode ficar relutante ou se recusar a ir para fora ou dormir fora de casa sem essa pessoa, ou podem sentir pesadelos sobre separação. Os sintomas físicos de sofrimento muitas vezes se desenvolvem na infância, mas os sintomas podem durar até a idade adulta.

Caso você tenha se identificado com algum desses transtornos de ansiedade, consulte-se com um médico clínico geral para se certificar de que não há problemas clínicos causando os sintomas. Caso seja um tipo de ansiedade, um psiquiatra poderá, junto com você e uma equipe multidisciplinar, propor a melhor forma de tratamento.

Quanto custa uma consulta de Psiquiatria?

Esse é um dos principais questionamentos que recebemos todos os dias nos nossos canais de comunicação. Uma pergunta absolutamente normal e nada indiscreta.
No entanto, por ética médica, todo o profissional sério e comprometido com o exercício regular da medicina irá orientar o paciente para que ele faça uma consulta,  jamais deve levar em conta apenas o fator financeiro.
Ao realizar um tratamento psiquiátrico o paciente está colocando suas emoções, sentimentos e intimidade sobre o cuidado do médico que o realizará. É justamente por isso que a decisão sobre a realização de um tratamento não deve ser influenciada apenas pelo fator preço. É preciso que o paciente sinta segurança e confiança no médico observando seus conhecimentos e a responsabilidade com que trata seus sentimentos. Para se tornar um psiquiatra o médico precisa fazer residência em psiquiatra, que geralmente tem duração de 03 anos, e para se tornar um psicanalista, uma especialização que geralmente tem duração de outros 03 anos onde irá se tornar capacitado e treinado para as particularidades da especialidade. É um caminho longo a ser percorrido e que ainda exige uma atualização constante, e é justamente essa bagagem de conhecimento e experiência que irão fazer com que o médico lhe transmita confiança.
O código de ética médica proíbe que os médicos divulguem seus serviços através de preços ou promessas de resultados específicos. Não estamos falando de um produto que se pega na prateleira ou de um serviço simples que não traga consequências diretas para a vida das pessoas. Todo este cuidado tem por objetivo garantir uma experiência emocional impar, que possibilite uma expansão mental.

Mas voltando a falar de preço, já que este é o tópico do nosso post, ele pode sim variar de um médico para outro. O que compõe o valor de uma consulta é o tempo dedicado ao atendimento do paciente, o ambiente de atendimento, o respeito com os horários e agenda e a supervisão dos atendimentos em equipe.

No entanto, ressaltamos sempre que confiança e segurança não tem preço e recomendamos que sempre se consulte com um especialista.

Segundo Freud não tem nada mais caro que a doença

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Dicas para o uso da internet

Não há como negar que atualmente a internet está presente em nossas vidas praticamente 100% do tempo. As redes sociais mudaram completamente as relações interpessoais, a informação tornou-se mais democrática e rápida e tudo tornou-se instantâneo: o mundo inteiro cabe em um smartphone na palma da sua mão. No entanto, é preciso cuidado para usar esta tecnologia de forma saudável. Como sabemos, o uso excessivo de tablets, computadores, celulares e videogames podem gerar uma série de problemas ao ser humano, tanto na parte física quanto na mental. Para facilitar um pouco, separamos algumas dicas para você ter um bom relacionamento com a internet, sem prejudicar sua saúde. Confira:

​1. Não acorde direto na Internet: O mais indicado é realizar algumas atividades cotidianas antes de checar as primeiras notificações. Isso é uma forma de preparo físico, mental e emocional para o que lhe aguarda na rede.

2. Não faça refeições junto com a Internet:  Desligue os aparelhos e aprecie a comida como uma forma de se regenerar, mental e fisicamente. Se você passa o dia dentro de algum lugar, leve seu almoço para fora. Aprecie a companhia de outras pessoas, ou aproveite o momento para sentir como alguns minutos de silêncio podem ser bons. Isso servirá como um descanso para a sua mente.

3. Respire:   A internet costuma gerar um círculo vicioso em que o usuário pula de uma página a outra e, quando percebe, está num local desconhecido da rede, sem saber ao menos como e por quê chegou lá. Desta forma, a distração é tanta que nos esquecemos do básico que é respirar. Portanto, dê pausas, respire profundamente e faça exercícios respiratórios. Isso pode ajudar a retomar o foco e navegar de forma mais saudável.

4. Desligue todas as notificações que ameaçam lhe interromper ou distrair: Mentalmente, tendemos a responder às notificações com uma impulsão imediata e esse é um hábito ruim que gera distração e perda de foco. Desligá-las em momentos que exigem concentração, como reuniões, é um passo para viver os momentos de forma concreta.

5. Desligue seus aparelhos quando estiver com seus amigos: Além de desligar, abaixe a tela de seu laptop quando estiver falando com alguém. Se você precisa atender uma ligação ou responder uma mensagem de texto, deixe isso claro de forma educada.Evite pegar seu aparelho de forma sorrateira e ficar olhando de canto de olho para a tela enquanto finge que ainda dá sinais de prestar atenção. Isso é grosseiro e pode causar uma má impressão e até o afastamento de seus amigos.

6. Faça uma única coisa por vez:  Se for para escrever um e-mail, escreva-o de uma vez. Se for para ler um artigo, devore-o. Se uma tarefa não pode ser completada em uma temporada na frente do computador, pelo menos trabalhe um bom tempo suficiente nela, sem nenhuma interrupção. Resista à tentação do mito do multitarefa. você pode se embaralhar e perder o foco.

7. Não responda imediatamente: a internet acelerou o tempo social, você pode as vezes se sentir pressionado a tomar uma decisão após uma notificação, de um tempo, reflita, deixe a decisão aguardar uma noite de sono.

8. Não vá para a cama com a Internet: Assim como já acordar checando as notificações pode ser prejudicial, navegar no momento de dormir também não é aconselhável. O melhor é desconectar-se e relaxar, isso ajuda na qualidade do seu sono e na sua produtividade do dia seguinte.

Insônia: Saiba quando procurar ajuda profissional

É comum perdermos o sono quando estamos preocupados ou ansiosos, ou até mesmo quando estamos muito agitados por um bom motivo, no entanto, quando o sono passa a ser afetado de maneira crônica, gerando incapacidade de dormir ou de manter um padrão saudável de sono, passamos a lidar, de fato, com a insônia.
Como a insônia se manifesta?

Quem sofre deste mal, se vê virando na cama por horas e horas, com a mente inquieta, remoendo pensamentos repetitivos ou repassando o dia ou alguma situação no mínimos detalhes. As horas passam, o dia amanhece e, independente do cansaço, o corpo não se entrega ao sono.
Esses sintomas indicam que a insônia pode ser uma manifestação de algo ainda mais profundo, como depressão ou transtorno de ansiedade. Por isso é importante ficar atento aos sinais para entender a causa deste mal e quando é necessário buscar ajuda de um profissional.
Causas

Se mesmo com sono, ao deitar na cama, você sente que seu cérebro e seu corpo não desligam, você pode estar sofrendo de insônia. Ela pode ter diversas causas, desde hábitos inadequados, quanto ser causada por questões psicológicas ou físicas, como hipertireoidismo e doenças respiratórias. Além disso, existem hábitos que são conhecidos como inimigos da qualidade do sono, tais como: assistir TV ou usar o computador antes de dormir, consumir bebidas com cafeína, praticar atividades físicas no período noturno, compensar a falta de sono dormindo em horários alternativos, entre outros.
Quais são os problemas causados pela insônia?

Como sabemos, o sono tem demasiada importância para diversos aspectos da nossa saúde, portanto, dormir mal (ou não dormir) pode trazer grandes prejuízos ao corpo e à mente. Entre as complicações mais graves, estão os problemas cardíacos, hipertensão, diabetes, obesidade, depressão, prejuízos ao sistema imunológico, piora de dores crônicas, diminuição da libido e perda de memória.
Quando é preciso procurar ajuda?

Quando dormimos menos do que o necessário, nosso corpo manda sinais de que algo está errado. O sono é restaurador e promove melhoras significativas em nossa saúde física e mental.
Dormir bem, sem interrupções, auxilia na prevenção de algumas doenças como diabetes, hipertensão e obesidade, exerce influência sobre o sistema imunológico e auxilia a memória no processo de aprendizado . Por isso, é importante ficar atento a qualquer alteração no padrão do sono.
Caso perceba que, mesmo com a mudança de hábitos, seu sono continua prejudicado, é hora de procurar um profissional para investigar as causas da insônia. Como dito, a insônia pode ser causada por distúrbios emocionais, como ansiedade e depressão.
Portanto, procure um psicólogo ou um psiquiatra e converse abertamente com ele sobre as prováveis causas da insônia. É essencial compreender o seu corpo e a sua mente para recuperar um padrão de sono ideal e restabelecer a saúde plena e a rotina das atividades com ânimo e vigor.

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Vamos falar sobre saúde mental?

Desde a infância, estamos acostumados a realizar exames obrigatórios, tomar vacinas, ter um acompanhamento médico e outras medidas medidas preventivas para assegurar nossa saúde. Mas, geralmente, essa saúde se restringe ao físico e evita nossos aspectos emocionais, relacionamos a nossa saúde mental. Um exemplo disso, na infância, é quando uma criança é ensinada a lavar as mãos antes das refeições, mas não é encorajado a falar o por quê do desentendimento que teve com um colega da escola
Depressão e ansiedade vêm se tornando cada vez mais comuns, independente de regiões ou classes sociais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas que sofrem dessas doenças aumentou de 416 milhões para 615 milhões entre 1990 e 2013. Com previsão de ser a doença mais incapacitante até 2020. Mas é válido esclarecer que saúde mental não se restringe apenas a transtornos ou doenças mentais. Ela diz respeito ao modo que os indivíduos se posicionam diante do mundo e das situações, diz respeito às relações sociais e aos sentimentos.
A saúde mental permanece estigmatizada no Brasil e no mundo: nos casos em que há transtornos, a tendência é esconder ou ignorar o problema, inclusive dentro da família. Neste silêncio, casos se agravam e pessoas deixam de buscar ajuda.
Especificamente no Brasil, vive-se a aplicação da lei que determinou o fim dos manicômios e um novo desafio pela frente: é preciso que municípios, estados e governo federal deem vida à legislação e desenvolvam estruturas de atendimento, invistam em centros de acompanhamento multidisciplinar e capacitem profissionais para acolher e atender os pacientes que não mais podem ficar internados em instituições.
A saúde mental não é ausência nem de sofrimentos nem de conflitos. Eles fazem parte da vida humana, do aparelho psíquico. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Antônio Geraldo da Silva, ter uma boa saúde mental é essencial para que as pessoas sejam saudáveis e consigam enfrentar as adversidades da vida de forma estável e equilibrada, ultrapassando os obstáculos que nos são apresentados a todo momento, nos diversos contextos que permeiam o nosso cotidiano: nos relacionamentos pessoais e familiares, conjugais ou não; no ambiente de trabalho, não só em relação aos colegas, mas às realizações profissionais; nos aspectos sociais como um todo, influenciando a nossa forma de ver o mundo e de lidar com o próximo.
A saúde mental é de extrema importância nos momentos em que nos encontramos fragilizados por algo que estejamos vivendo em determinados momentos de nossas vidas. Passar por dificuldades e momentos difíceis pode acontecer com qualquer um de nós e, para que possamos suportar isso, é necessário que estejamos atentos à nossa saúde mental, coisa que normalmente temos dificuldade em fazer por considerar isso uma demonstração de fraqueza, estigmatizada pela sociedade.

Atenção ao Bullyng em ambientes escolares

Afinal, o que é Bullying?
O termo bullying refere-se a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, que ocorrem sem motivo evidente e são exercidas por um indivíduo ou grupo a fim de intimidar ou agredir outra pessoa que não tem a possibilidade de se defender. O bullying é realizado dentro de uma relação desigual de força e poder.
O bullying pode acontecer de forma direta ou indireta, sendo a primeira mais comum no meio masculino e a segunda, no âmbito feminino. Em todos os casos, a vítima teme o agressor por conta das ameaças e, também, das concretizações da violência, que pode ser física, verbal, sexual, entre outras.
O bullying pode ocorrer em diversos ambientes, como no trabalho, na família e, principalmente, nas escolas. É na infância que a prática do bullying é mais “eficaz”, pois as vítimas são coagidas a ficarem caladas por medo do que pode acontecer. Apelidos pejorativos e atitudes constrangedoras são formas recorrentes do bullying.
As crianças e adolescentes vítimas do bullying podem se tornar adultos com baixa autoestima, dificuldade nas relações sociais e comportamento agressivo, por isso as escolas e as famílias devem manter-se atentos aos comportamentos das crianças, para que a identificação do problema seja rápida, fazendo com que o bullying não se agrave.
Como Identificar o Bullying nos Ambientes Escolares
A vítima do bullying costuma ser a criança ou jovem com baixa autoestima e retraído no ambiente escolar. Essa timidez natural da criança é que gera a dificuldade em reagir às ações e é aí que entra a questão da repetição no bullying. Portanto, para que a provocação cesse, é necessário que o aluno procure ajuda.
Além dos traços psicológicos, os alvos desse tipo de agressão podem apresentar particularidades físicas. É comum que os agressores abordem aspectos culturais, étnicos e religiosos.
Para identificar a prática do bullying nas salas de aula, os professores devem ficar atento ao comportamento dos alunos para que consiga distinguir as brincadeiras naturais entre colegas com possíveis desconfortos gerados por apelidos ou piadas de mau gosto.
Qual Deve Ser a Postura da Escola
Há uma tendência de os ambientes escolares não tolerarem a ocorrência do bullying entre seus alunos. O professor é um exemplo fundamental de pessoa que dispensa a violência quando vai resolver conflitos, portanto, é a maior prova de respeito e empatia que deve ser refletido nos alunos. É papel da escola construir uma comunidade na qual todas as relações são respeitosas, conscientizando os pais e os alunos sobre os efeitos negativos das agressões dentro e fora do ambiente escolar, como na internet, por exemplo, onde ocorre o cyberbullying. A intervenção escolar também deve chegar ao espectador, aquele que aplaude a ação do agressor, pois esse agente é fundamental para a continuidade das práticas de violência.
Ao perceber uma ocorrência de bullying, a escola deve entrar em contato imediatamente com os responsáveis dos alunos envolvidos. É papel dos educadores sempre dialogar sobre os conflitos, seja o filho alvo ou o autor do bullying, pois ambos precisam de ajuda e apoio psicológico.
Realizar periodicamente palestras de conscientização entre os alunos, pais e professores.
A Necessidade da Terapia
A prática da terapia pode ajudar nos casos de bullying, pois melhora a autoestima da vítima e ensina a lidar melhor com suas emoções, fazendo com que o aluno não se deixe atingir pelos apelidos e demais agressões. Neste caso, a terapia também colabora para que a criança ou o adolescente não crie uma aversão do ambiente escolar por decorrência das constantes violências que sofreu.
Já quem pratica bullying pode ter um transtorno de conduta que impede a terapia individual de ter resultados tão bons, por isso pode ser necessário que toda a família se submeta ao processo. É importante saber até onde vai o bullying que a criança pratica para poder identificar esses possíveis transtornos.
A terapia reforça a necessidade da vítima não se calar ou se envergonhar, além de incentivar apoio na escola e no âmbito familiar. Com essa postura fica mais fácil prevenir que ainda mais jovens percam a vida ou continuem sofrendo devido a esse tipo de violência.

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Como funciona uma consulta de Psiquiatria

Quando se fala em psiquiatria é comum imaginar um paciente falando sobre sua vida, deitado em um divã enquanto alguém faz anotações sobre os desabafos, no entanto, essa é uma visão irreal da consulta. A psiquiatria é uma especialidade que ainda gera alguma confusão, por isso é comum que muitas pessoas possuam dúvidas sobre como funcionam as consultas.
Em primeiro lugar, é válido lembrar que o psiquiatra é um especialista médico, desta forma, uma consulta psiquiátrica tem muitos aspectos em comum com consultas médicas em geral e passa pelas seguintes fases:
Anamnese: Este é o momento inicial da consulta em que os médicos colhem uma história clínica. Esta história deve ser detalhada e pode levar tempo. Muitos aspectos devem ser avaliados, entre eles, os relacionamentos pessoais e familiares, a profissão, as atividades de lazer e a rotina do paciente. A partir daí, o psiquiatra inicia uma investigação sobre os sintomas e queixas que foram informadas para que possa continuar o tratamento de maneira mais precisa.
Exame físico: O psiquiatra também realiza exames físicos, avalia o sistema cardiovascular e a pressão arterial, pois alguns medicamentos podem interferir. A partir das queixas do paciente, o psiquiatra também pode pedir exames mais detalhados.
Exame psíquico: Na prática, este exame começa quando o paciente entra no consultório. Ele consiste em observações cuidadosas dos aspectos comportamentais, discurso, pensamentos, variações de humor, concentração e outros. O exame psíquico pode ser complementado por meio de testes, escalas e questionários.
Exames complementares: O psiquiatra também solicita exames para complementar ou excluir diagnósticos. O profissional também é responsável por diferenciar condições patológicas que podem estar ligadas a quadros mentais ou emocionais.
A frequência das consultas varia de acordo com cada paciente, no entanto, é importante ser acompanhado pelo psiquiatra até o momento da alta.
No decorrer do tratamento, o uso de medicamentos é iniciado, juntamente da psicoterapia e de orientações sobre comportamento e estilo de vida.
Os medicamentos devem ser utilizados de acordo com as prescrições médicas para que não haja risco de dependência ou mal-estar.
No caso da psicoterapia, o psiquiatra pode realizar a psicoterapia ou encaminha o paciente a um psicólogo e estas consultas acontece simultaneamente com as consultas psiquiátricas gerando, assim, melhores resultados ao tratamento.

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10 Dicas para quem sofre com crise de pânico

A síndrome do pânico é um transtorno de ansiedade no qual ocorrem crises intensas e inesperadas de medo e desespero de que algo ruim aconteça, mesmo que não haja motivo ou sinais de perigo iminente.
Uma crise de pânico pode ser acompanhada por falta de ar e sufocamento, tonturas e sensação de possíveis desmaios, muito suor e calafrios, frequência cardíaca acelerada, náuseas, enjoos, dor de estômago, sensação de estranheza em relação ao ambiente, dores no peito e uma sensação de medo muito intensa.
As crises de pânico devem sempre ser acompanhados por um psiquiatra ou um psicólogo, mas separamos algumas dicas que podem ajudar a amenizar sua crise, lembrando sempre que essas dicas podem variar de caso para caso.
Dicas:
1. Aceite sua ansiedade, substitua seu medo, raiva e rejeição por aceitação. Não lute contra as sensações. É algo inesperado que vai passar.
2.Encontre uma atividade para distrair, por mais que seja algo simples, pode ser muito eficaz. Por exemplo, mexa em um brinquedo ou conte coisas ao seu redor. Diga o alfabeto ou conte uma sequência de números de trás para frente.
3. Músicas tranquilas e que te acalme para ajudar a controlar seu ritmo respiratório.
4. Quando perceber que uma crise começará, concentre-se em algo: um livro, uma música, um programa de TV etc.
5. Libere o ar dos pulmões, respire devagar e calmamente, inspirando pelo nariz e expirando longa e suavemente pela boca.
6. Anote tudo o que pode ter desencadeado o seu ataque de pânico para referência futura.
7. Tome ar fresco, certificando-se que está em um lugar que te faça sentir seguro, contemple as coisas a sua volta. quanto mais você conseguir separar-se da sua experiência interna e ligar-se nos acontecimentos externos, melhor.
8. Você está apenas ansioso, isto pode ser desagradável, mas não é perigoso. Você está pensando que está em perigo, mas tem provas reais disso? Existe outras maneiras de entender o que está lhe acontecendo?
9. Busque aprender exercícios de respiração e os reproduza em momentos de crise.
10. Lembre-se você é maior que o pânico.
Sorria, você conseguiu! conseguiu com seus próprios recursos, tranquilizar-se e superar este momento.
Caso você já seja acompanhado por um psiquiatra, tome os medicamentos indicados por ele e procure se acalmar. A crise é temporária e você deve sempre se lembrar que é mais forte que isso e que pode superá-la.
Lembre-se que o mais importante é sentir os sentimentos e não os coibir. Você deve reconhecê-los, observar os aspectos da crise para que saiba lidar de forma mais descomplicada nas próximas vezes.
E, acima de tudo, procure ajuda. Um psicólogo ou um psiquiatra são profissionais preparados para diagnosticar o seu caso e indicar os melhores tratamentos para você.

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